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NATHY PELUSO LANÇA HOJE NOVO ÁLBUM “GRASA”

Nathy Peluso está de volta, com o seu aguardado novo álbum GRASA, que é definitivamente o seu álbum mais revelador, repleto de luzes e sombras pessoais, e prova solidamente a evolução das suas habilidades no no hip hop, música tropical e baladas.

“Esta ambición me está matando” são as primeiras palavras que a artista espanhola canta em “Corleone”, a ousada faixa de abertura do álbum. Esta frase dá o tom de ‘GRASA‘, o seu primeiro lançamento em quatro anos após vencer o Latin GRAMMY por ‘Calambre’. Pela primeira vez, Nathy revela um lado mais íntimo e pessoal nas suas letras, sem medo de partilhar com o seu público as dificuldades e crises criativas inerentes à fama, ao sucesso e até às tensões do estrelato moderno.

Nathy coproduziu e coescreveu as 15 faixas do álbum, juntamente com o músico e produtor venezuelano Manuel Lara (Kali Uchis, Bad Bunny), que também é produtor executivo com Nathy. GRASA inspira-se visual e estilísticamente em diversas referências – a grandeza cinematográfica do folclore mafioso, a salsa nova-iorquina dos anos 1970, ícones atuais como Kendrick Lamar – mas alicerçada numa sonoridade contemporânea. O álbum parece a trilha sonora do atual momento de Nathy, enquanto ela ultrapassa limites e desafia expectativas. É também o resultado triunfal de uma jornada profundamente pessoal.

O seu aclamado álbum de estreia de 2020, ‘Calambre’, catapultou Nathy para a fama e o sucesso, ganhando “Melhor Álbum Alternativo” no Latin GRAMMY 2021, com os hits com Bizarrap, C. Tangana e Tiago PZK, apresentando-se no festival Coachella, esgotando duas Movistar Arenas em Buenos Aires e fazendo digressões por toda a Espanha, incluindo o inesquecível concerto no festival Super Bock Super Rock em Lisboa. Mas o seu zelo característico e a sua ética de trabalho extenuante tiveram um custo pessoal. Entre apresentações, acordos de marca e lançamento de novas músicas, em 2022 e 2023 rapidamente começou a trabalhar na escrita e produção de novo material que serviria como álbum de continuação. “Está enraizado em mim, sou uma mulher forte, mas perdi a noção da minha própria humanidade”, diz ela sobre seus altos padrões autoimpostos, que juntamente com as pressões da indústria e uma série de desgostos românticos, comprometeram a sua saúde mental e a deixaram emocionalmente insatisfeita. “Eu era como um robô a dizer a mim mesma: ‘Eu sou um gladiador’. Mas tive que reaprender a gostar de coisas simples da vida que não eram trabalho.”

GRASA” está ancorada em três pilares musicais: hip hop, tropical e baladas/jazz, todos os três géneros que ela habilmente domina com a sua marcante versatilidade. Nathy diz que, tematicamente, “É habitada pela minha intimidade e pela minha honestidade. Talvez outras canções [anteriores] fossem mais fantasiosas ou imaginárias. Este é um álbum muito pessoal”.

A sensação cinematográfica por trás de ‘GRASA‘ está também fortemente representada na componente visual com vídeos de todas as faixas dirigidos por Agustín Puente e produzidos por The Movement by Landia. Cada vídeo é filmado em planos sequenciais como um filme; tudo enquadrado num cenário que apresenta um plano kitsch manchado por vícios e excessos, confronto com autoridade uniformizada e a performance de Nathy diretamente para a câmera como peça central.

No feat ‘Todo Roto’ Ca7riel e Paco Amoroso, Nathy não está a aguentar o seu poder, e ‘Aprender a Amar’ é um hino ao amor próprio, co-escrito e coproduzido pelo artista indie alternativo Pablopablo. “É como um mantra”, diz Nathy. “É essencial e não acontece de um dia para o outro. É preciso trabalhar nisso até ao día da morte.”

Em ‘Manhattan’, com o artista de trap argentino Duki, Nathy faz rap com honestidade crua contra haters. Em ‘Envidia’, com introdução de C. Tangana, ela critica o quão venenosa a sociedade pode ser, mas de um ponto de vista humorístico. “O humor é o que me mantém viva”, diz Nathy. “Deus sempre dará uma oportunidade, mas depende de cada um se aproveita ou se desperdiça a sua energia a preocupar-se com os negócios das outras pessoas.”

“La Presa” marca a terceira canção de salsa no repertório de Nathy, depois de “Un veneno” e “Mafiosa”. Esta canção, no estilo clássico de Héctor Lavoe ou Rubén Blades, apresenta os cantores, compositores e produtores venezuelanos Servando Primera e Yasmil Morrufo, e backing vocals de membros do El Gran Combo de Puerto Rico. Nathy apresenta também o produtor e multi-instrumentista inglês Dev Hynes (também conhecido como Blood Orange) na melancólica faixa ‘El día que perdí mi juventud’ (O dia em que perdi a minha juventude).

Na Argentina, “grasa” pode significar “algo de mau gosto” ou “vulgar”. Mas Nathy, tal como a sua música, não se limita a uma única definição: pode ser a forma como ostenta o seu corpo que não se encaixa no molde heteronormativo, ou como saboreia descaradamente uma fatia de pizza abertamente em público. Ou poderia evocar a riqueza dos seus arranjos musicais, ou mesmo a sua atitude fervorosa e dedicada em tudo o que faz, dentro e fora do palco. Nathy destaca a palavra e quer torná-la parte do seu universo: “Para mim é um estado de espírito, um modo de vida”, diz.

Numa indústria muitas vezes caracterizada pela superficialidade, a genuinidade de Nathy brilha e lembra-nos que pode se pode ser uma mulher ambiciosa e poderosa, ao mesmo tempo em que se mostra vulnerabilidade. Ela continua a ser uma empresária, mas a luta também faz parte do caminho. E em “GRASA”, Nathy mostra-nos o seu percurso. “Nunca me passa pela cabeça desistir. Nunca. Mas, a que custo?”, questiona. “Neste álbum sinto que posso contar a minha história de uma perspetiva mais saudável, depois de ter curado certas coisas, mas partilhando tudo o que foi preciso para chegar aquí”.